REABERTURA SEGURA - Artigo do presidente Marcelo Baiocchi no jornal O Popular

  • 15/Jul/2020

Quase 120 dias após as primeiras medidas de controle da expansão do novo coronavírus, poder público, profissionais da saúde, empresários e trabalhadores somam esforços para a reabertura das atividades econômicas em Goiânia nesta terça-feira, 14 de julho. A caminhada até aqui foi árdua: enfrentamos o desconhecido, erramos e acertamos, perdemos muitas vidas para a Covid-19, mas o objetivo comum de vencer a doença nos uniu.

Os diferentes países ao redor do mundo celebraram um grande pacto contra a pandemia. Governos alocaram todos os recursos necessários na preparação da estrutura de atendimento dos doentes; profissionais da saúde dedicam toda sua energia à recuperação dos pacientes; cientistas correm em busca da vacina; empreendedores e trabalhadores incorporam os protocolos para conter o avanço da Covid-19.

Em Goiás, as medidas de isolamento adotadas em março por Estado e prefeitura de Goiânia frearam a expansão da doença e nos mantiveram entre as regiões com as menores taxas de mortalidade do Brasil. Mas assim como ocorreu em todo o planeta, apesar das providências do governo federal para conter o impacto do vírus sobre o setor produtivo, doença e restrições impostas às atividades econômicas tiveram efeitos devastadores em empresas e empregos.

O impacto sobre a renda das famílias é difícil de estimar, mas a taxa de desemprego chegou a 12,6% em junho. O índice, afirmam economistas de instituições financeiras públicas e privadas, é muito maior, porque está mascarado pela parcela de cidadãos que deixou de buscar trabalho em razão do auxílio de R$ 600 mensais – sem dúvida imprescindível.

Os efeitos sobre a economia goiana, especialmente nos grandes centros de comércio, serviços e turismo, caso de Goiânia, são igualmente devastadores. A boa notícia é que após incontáveis rodadas de reuniões, análises e estudos, poder público, profissionais da saúde, empreendedores e trabalhadores se unem para esmagar a pandemia e restaurar a economia.

Sabemos que é falsa a dicotomia entre proteção da vida e preservação da economia. Defender a atividade econômica é defender empregos e a vida. A pandemia impôs o desafio de dosar os cuidados com a saúde e a subsistência. Mais do que em qualquer outra crise, precisamos de uma ampla concertação entre União, Estados e municípios pela melhoria do ambiente de negócios, com reformas, crédito e incentivo à produção.

Iniciamos hoje este grande pacto, em que o poder público se compromete em garantir leitos e tratamento para os pacientes, os empresários reafirmam o compromisso de aplicar os protocolos sanitários e os trabalhadores reforçam os hábitos de higiene e os cuidados para com o próximo.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás atuará com determinação e resiliência para o integral cumprimento das medidas estabelecidas no decreto de Estado e Prefeitura, atuando em parceria com o poder público e profissionais da saúde. Temos consciência de que a pandemia só estará superada quando suplantarmos a curva de casos e óbitos, mas temos a convicção de que o novo normal virá com mais saúde e muito trabalho.
 
Marcelo Baiocchi Carneiro é presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO).

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