CDE/FCO faz primeira reunião do ano, na sede da Fecomércio

  • 05/Fev/2019

Realizada na sede da Fecomércio/GO, a 323ª reunião ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado, Câmara Deliberativa do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), primeira do ano, executou uma extensa pauta. Além do calendário de reuniões e apresentação dos novos membros do Conselho, que reúne 33 entidades/órgãos, contou também com apresentação de projeto, de relatório gerencial ao ano de 2018 e programação para 2019 do agente financeiro, o Banco do Brasil, além de relação de cartas-consultas aprovadas e outros encaminhamentos.  
A reunião, com a presença de representantes das entidades (do Fórum Empresarial e do setor produtivo) e dos órgãos do governo que compõem o Conselho, foi presidida por César Augusto Sotkeviciene Moura, Superintendente Executivo de Indústria, Comércio e Serviços, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico estadual, que representou o secretário, Adriano da Rocha Lima, e o futuro Secretário da Indústria e Comércio, Wilder Morais. “É um novo ciclo”, definiu, na abertura, pontuando que o estado, em crise, precisa do FCO para seu desenvolvimento. “Precisamos crescer o nosso estado e contamos com a ajuda de todos para usar o FCO com este intuito, que é a finalidade dele”, disse, aos conselheiros presentes. 
O presidente da Fecomércio/GO, Marcelo Baiocchi – que está no Rio de Janeiro, participando de reuniões na Confederação Nacional do Comércio -  foi representado por Edgar Segato, diretor secretário da entidade. “Esse fórum é muito importante para o estado e a Federação está sempre à disposição”, assegurou. Durante a reunião, o diretor ressaltou que a entidade defende, como a Fieg, que mais projetos do ramo empresarial sejam aprovados e tenham mais recursos liberados pelo FCO. E criticou ações do governo federal, como a colocação do FCO como fonte de recursos para o Fies, programa para financiamento estudantil. “Não tem nada a ver”, disse, se referindo à destinação originária própria do Fundo.
Defendendo que mais recursos venham para a indústria e o comércio, o diretor citou: “Temos reclamações de que financiamento de sedes para as micro e pequenas empresas, por exemplo, não tiveram nenhum projeto aprovado”.  Segato avaliou que foi positiva, na reunião, a discussão sobre a possibilidade de mudança neste quadro. “O comércio, serviço e indústria estavam ficando sem recurso, porque estava sendo destinado uma boa  parte para a agricultura”, disse.
Segato assinala que estes setores não são contra o repasse também para a agricultura, mas acreditam que a cobrança por parte do governo se dá maior no comércio e na indústria. “É onde é cobrada maior geração de emprego, é onde a fiscalização bate mais, mas a destinação dos recursos para que estes investidores possam ampliar isso é irrisório em relação ao que vai para a agricultura e o que ela gera na ponta”, disse, em entrevista. Segato disse que também ficou claro que grande parte do Conselho não quer mais apenas referendar os pareceres técnicos de destinação de recursos. “Tanto a indústria como o comércio quer uma maior participação, nossa parte precisa ser aumentada e facilitada”, resumiu. 
Rogério Borges, assessor jurídico da Fecomércio e primeiro suplente da entidade no Conselho, concorda que a primeira reunião foi mesmo marcada pelas posições de defesa de maior liberação de recursos do Fundo empresarial, em face da grande disparidade em relação ao liberado pelo FCO rural.   “O setor rural recebeu bem mais que o dobro do valor do que o empresarial recebeu, produzindo apenas 64 empregos. Com a metade do valor, o setor empresarial criou 440 vagas diretas de emprego. Isso deveria ser observado”, comparou, se referindo as cartas de crédito aprovadas só na reunião de hoje.  Rogério apontou a discussão sobre o fortalecimento  da indústria e do comércio como necessária, se referindo a outro ponto de discussão colocado durante a reunião.  “O juro é pré-fixado para o setor rural e flutuante para o empresarial. Não dá segurança”, apontou.    
Elemar Pimenta Rodrigues, representante da Fecomércio junto ao CDE/FCO, onde é segundo suplente, disse que a reunião foi extremamente proativa. “Tivemos uma discussão praticamente de todos os conselheiros, a Mesa Diretora participou, sobremaneira, de todas estas discussões. Foi uma reunião extremamente positiva”, avaliou. Ele destaca  como pontos positivos discutidos aqueles que demonstraram a preocupação dos conselheiros sobre as diretrizes do FCO para este ano. “A expectativa é que a Economia volte a todo vapor, e o Fundo tem que estar preparado. Então,  a grande vitória foi justamente esta:  ter condições de se preparar para que estas demandas, quando chegarem, serem atendidas”, disse.  
Segundo dados do Banco do Brasil, foram contratrados em Goiás, em 2018, R$3, 539 bi,  sendo R$ 2,701 bi pelo FCO Rural e R$ 424 mi  pelo FCO Empresarial, além de aplicados na Ride R$ 413 mi 968  mil. Ainda segundo a entidade financeira, a programação orçamentária do FCO para Goiás em 2019 é de R$ 2.57 bilhões, sendo R$ 1,28 bi para o FCO Rural e R$ 1,28 bi para o FCO Empresarial. 






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